Por que os motociclistas são as maiores vítimas no trânsito?

3 de janeiro de 202025760

Uma pesquisa recente elaborada pela Younder mapeou profissionais que atuam no segmento mobilidade como autônomos, freelancers e prestadores de serviços. O estudo indica que 55% são motociclistas e, no geral, 32,7% são jovens entre 18 e 25 anos. Considerando que este perfil é composto por pessoas inexperientes, a maioria com idade de primeira habilitação, aumenta os riscos que esses profissionais estão expostos diariamente e o que pode ser feito para que eles tenham mais segurança ao lidar com as demandas diárias.
PERFIL: 85% DOS PROFISSIONAIS TEM SOMENTE UMA ATIVIDADE PROFISSIONAL
– 85% dos entrevistados afirmam que o serviço de entrega e transporte é a única atividade profissional exercida atualmente – 61,7% deste universo é composto por motociclistas.
– 47,2% têm idade entre 26 e 35 anos. Na soma com os jovens de 18 a 25 anos, o percentual chega a 79,9%.
– A média diária de distância percorrida é de 100 a 200 quilômetros por dia, segundo 61% dos pesquisados.
– 45% não recebe qualquer tipo de treinamento para prestar serviços a empresas.
CONSEQUÊNCIA: INEXPERIÊNCIA É FATOR DETERMINANTE EM ACIDENTES FATAIS
De acordo com o Infosiga-SP, de janeiro a outubro deste ano 1.560 motociclistas morreram no Estado de São Paulo, número levemente inferior ao registrado no mesmo período de 2018 (1.563).
A maior concentração de motociclistas do Estado está no município, onde nos dez primeiros meses de 2019 ocorreram 267 mortes, sendo 81 dessas fatalidades entre jovens com idade de 18 a 24 anos, número maior que a soma entre pessoas entre 25 e 29 anos (46) e 30 e 34 anos (34). Juntas, essas três faixas etárias representam 60,2% dos óbitos no Estado.
Em 2018, o número de mortes na cidade de São Paulo aumentou 18%, segundo informações da Prefeitura. Este crescimento, segundo técnicos da prefeitura, está ligado ao salto na quantidade de aplicativos de entrega por motoboys, que dão prêmios em dinheiro a quem faz mais viagens. Isso levou a um termo de cooperação com empresas de entrega por app, com foco em medidas de segurança voltada aos motociclistas. No entanto, o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas de São Paulo (Sindimotosp), observou que o principal problema é que essas empresas trazem gente muita nova, sem experiência ou cursos para lidar com as entregas.

Alexandre Bueno

Jornalista/Editor Geral


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