Preço do gás de cozinha varia até R$ 33 entre bairros de SP

13 de agosto de 20194770
Levantamento apontou que é na zona leste onde existem os preços mais baixos do gás de cozinha

Acender o fogão de casa pode custar 46% a mais em Pinheiros do que na Vila Curuçá se o cliente usar botijões de gás. Um recipiente de 13 kg da Ultragaz custa R$ 94,99 no bairro da zona oeste, e R$ 61,99, na zona leste.
Os dados foram obtidos por um levantamento da Agência Mural, que consultou o preço do gás em todos os 96 distritos de São Paulo. A comparação foi feita com o mesmo produto (botijão de 13 kg da Ultragaz), e os preços foram obtidos por aplicativo e por telefone, entre os dias 3 e 5 de julho. A empresa foi escolhida por ser geralmente a de valor mais caro.
O botijão custa mais nos bairros de Pinheiros, Campo Belo, Santo Amaro, Consolação e República: R$ 94,99. De modo geral, vai ficando mais barato conforme o comprador se afasta do centro. No Tatuapé e no Jabaquara, custa R$ 85.
Os menores preços foram encontrados na zona leste: R$ 64,99 no Parque do Carmo, São Miguel e Vila Curuçá. Há também valores menores no Grajaú (R$ 68) e no Capão Redondo (R$ 73).
Impostos, logística e critérios das revendedoras compõe o valor do produto
Embora seja exatamente o mesmo produto, o preço é definido por cada revendedor. Esses distribuidores dividem a cidade em áreas de abrangência, assim cada casa só pode pedir entrega de gás em um posto, e não em um distribuidor vizinho que cobre menos. No entanto, pode ir retirar pessoalmente. Nas periferias, o gás também é vendido informalmente em mercadinhos.
“A logística é fundamental na composição dos custos que norteiam o preço do produto”, disse o Sindigás, associação dos revendedores, em nota. Outros fatores que compõe o preço são o gasto com aluguel e IPTU do depósito, o salário dos funcionários e o interesse de lucro de quem vende.
Embora custe menos em bairros das periferias, o preço do gás pesa mais no orçamento das famílias mais pobres, já que elas ganham salários menores.
“O gás de cozinha representa 23% do orçamento das famílias da classe E, com renda de R$ 976,58 ao mês”, explica Júlia Ximenes, assessora econômica da Fecomércio-SP. “Nas classes mais altas, o peso desse gasto é menor.”
A pesquisa foi feita com os revendedores da Ultragaz por ser uma empresa de maior abrangência e, de modo geral, com os preços mais elevados.
Preços de botijões (13kg) da Ultragaz na capital de São Paulo, consultados via app e telefone entre os dias 03 e 05 de julho de 2019. *Os valores em centavos foram arredondados.

Por Priscila Pacheco

Agencia Mural

Alexandre Bueno

Jornalista/Editor Geral


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