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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a afirmar na última quarta-feira (16) que, no Brasil, a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021 caso os laboratórios farmacêuticos cujas vacinas estão em fase adiantada de produção cumpram todas as etapas burocráticas até o fim deste ano.

“Se mantido o que o Instituto Butantan e a Fiocruz previam, ou seja, se a fase 3 dos estudos e toda a documentação das fases 1 e 2 forem apresentados e os registros das vacinas forem solicitados à Anvisa ainda em dezembro, nós, possivelmente, teremos as vacinas em meados de fevereiro para dar início ao plano [de imunização]”, declarou Pazuello a jornalistas após participar do lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Pazuello lembrou que, além do habitual trâmite de aprovação de medicamento, no qual a Anvisa precisa atestar a integral eficácia e segurança dos produtos a partir da análise minuciosa dos resultados de testes relatados pelos fabricantes, os laboratórios também podem pedir uma autorização para o uso emergencial, o que, se aprovado, lhes permitirá atender a um reduzido grupo de pessoas, conforme autorizado.

“O normal é o [processo de] registro em que, no caso de uma vacina produzida no Brasil, a Anvisa tem de avaliar toda a documentação e dar garantias da segurança do imunizante. Mas precisamos compreender que, dentro da pandemia, dada a velocidade de desenvolvimento de vacina, estamos diante de um outro modelo, que é o de uma autorização de uso emergencial que permita aos laboratórios distribuir vacinas a grupos específicos mesmo sem a conclusão dos testes clínicos e da avaliação de completa eficácia e de [possíveis] efeitos colaterais”, acrescentou o ministro, ainda sobre a vacinação, enfatizando que, nos Estados Unidos e no Reino Unido, o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer foi autorizado em regime emergencial, antes que a empresa obtivesse o registro definitivo do produto.

Por Alex Rodrigues
Agência Brasil

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O Governador João Doria anunciou nesta quarta-feira (23) resultados de uma pesquisa com 50.027 voluntários na China que demonstram que a vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, é segura e não apresentou reações adversas significativas. Do total de voluntários, 94,7% não tiveram nenhuma reação adversa. Outros 5,36% sentiram efeitos adversos de grau baixo, como dor no local da aplicação, febre moderada e perda de apetite.

“Esses resultados comprovam que a Coronavac tem um excelente perfil de segurança e comprovam também a manifestação feita pela Organização Mundial de Saúde há duas semanas indicando a Coronavac como uma das oito mais promissoras vacinas em desenvolvimento no seu estágio final em todo o mundo”, disse Doria.

Começaram na China os testes em crianças e idosos. Entre as pessoas com mais de 60 anos, a vacina foi aplicada em 422 voluntários e os resultados apontaram 97% de eficácia. Os estudos em crianças têm 552 voluntários de 3 a 17 anos.

“A segurança e eficácia são dois dos principais fatores para comprovar se uma vacina está pronta para uso emergencial na população. Estamos muito otimistas com os resultados que a Coronavac apresentou até o momento. Isso mostra que o Butantan e a Sinovac estão no caminho certo para a produção de um imunizante contra o coronavírus”, esclareceu o Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Os estudos clínicos que estão sendo realizados no Brasil desde o dia 21 de julho já aplicaram a vacina em quase 5.600 voluntários, sem nenhum registro de reação adversa grave. Eles são acompanhados pelos 12 Centros de Pesquisa distribuídos por 5 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Doses da Coronavac


Até dezembro o Instituto Butantan receberá 46 milhões de doses da Coronavac, sendo 6 milhões de doses da vacina já prontas para aplicação. Outras 15 milhões de doses devem chegar até fevereiro de 2021.

A vacina desenvolvida pela Sinovac Life Science é uma das mais promissoras do mundo pois utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas pelo Instituto Butantan.

 

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E de um dia para o outro, tudo mudou. No futuro, vamos lembrar do mês de fevereiro de 2020 como o início da pandemia do novo Coronavírus no Brasil. Foi um momento de medo, falta de conhecimento sobre a doença como um todo e principalmente muita incerteza para todos. A área da Saúde entrou nos holofotes de uma forma inédita. A busca por informações, tornou-se parte da rotina diária de milhões de pessoas. De acordo com o Google, maior e mais conhecido site de buscas do mundo, as principais pesquisas desde o início da quarentena no país, foram relacionadas a origem da pandemia, prevenção e transmissão da doença.

Comitê de Crise

Em situações jamais vividas, ou que representem algum tipo de ameaça, o ser humano hesita, tenta analisar a situação e as informações disponíveis, para aí então, tomar uma decisão buscando o acerto. Nós, da Saúde, não pudemos hesitar em nenhum momento e tenho muito orgulho de ser a terceira geração no comando de um Grupo de Saúde com mais de cem anos de história. E por isso dividirei brevemente como agimos no enfrentamento da Covid-19 e os aprendizados que ficarão para sempre gravados em nossa trajetória. Logo quando houve a confirmação do primeiro caso no Brasil, foi criado um Comitê de Crise para assuntos relacionados à Covid-19. Precisávamos de um ponto de partida que embasasse nossos próximos passos. Elaboramos modelos estatísticos que nos auxiliaram nas previsões de internações de paciente com o novo coronavírus, considerando características epidemiológicas dos beneficiários, como idade, comorbidades e risco de internação. O segundo passo foi separar os atendimentos – pacientes com suspeita de Covid e demais enfermidades/emergências – e criar fluxos diferentes, tanto no Pronto Socorro, quanto nos andares de internações e terapia intensiva. Prezamos por garantir a capacidade e qualidade do atendimento para todos os beneficiários com ou sem sintomas da doença.

Infraestrutura

Em paralelo aos adequamentos da infraestrutura, adquirimos equipamentos hospitalares importantes, como respiradores e monitores cardíacos e desenvolvimento de protocolos terapêuticos para COVID-19. Montamos também um time de médicos especialistas na intubação orotraqueal utilizando tecnologia de ponta, como videolaparoscópicos. Entendemos que respeito faz parte de cuidar e tanto nossos beneficiários, quanto a comunidade que estamos inseridos, precisava de total transparência nas informações. Por isso, optamos por compartilhar diariamente boletins com números de pacientes atendidos em nosso Pronto Socorro (Covid e não Covid) e outras informações relacionadas ao combate à doença.

Para acolher as dúvidas dos nossos beneficiários, criamos um site e canal de atendimento exclusivos sobre informações e orientações de saúde Covid-19, campanhas de marketing, envio de e-mail marketing e SMS com caráter educativo. Usamos a telemedicina e teleatendimento a favor do nosso beneficiário para minimizar o distanciamento dos familiares de nossos pacientes, estruturamos o boletim médico família com a preocupação em acolhimento e humanização, através de videoconferência. Médico e a família ficam mais próximos e nos pacientes já recuperados do estado crítico, um psicólogo realiza vídeo chamada na UTI com paciente e familiares.

Proteger nossa corajosa força de trabalho também foi prioridade, então devido ao cenário de escassez dos recursos hospitalares, rapidamente planejamos a aquisição de insumos considerando margem de segurança e análises concisas de dados de estoque em tempo real e revisão de manejo de estoque. Expandimos nosso portfólio de fornecedores e ampliamos o espaço físico para armazenamento dos insumos comprados. Diariamente são realizados diálogos de segurança pela equipe de Segurança do Trabalho com o objetivo de aumentar a adesão ao uso dos EPIs (Equipamento de proteção individual) e garantir a técnica segura na paramentação e desparamentação. Outra ação importante foi o afastamento imediato dos colaboradores que faziam parte do grupo de risco e foi necessário aumentar nossa força de trabalho através de novas contratações de forma rápida. Adquirimos dois túneis de desinfecção que garantem diariamente a segurança do colaborador na entrada e saída da empresa. Outro fator importante é que a Instituição não realizou nenhuma demissão, nem reduziu salários, garantindo a sustentabilidade das famílias dos colaboradores. Implantamos uma triagem COVID para os colaboradores com aferição de temperatura e reconhecimento de sintomas, que garante de forma precoce o acolhimento e tratamento do colaborador. Também fornecemos gratuitamente máscaras de proteção para o colaborador se proteger no trajeto até sua casa. Sem deixar de lado a saúde emocional dos colaboradores, criamos um espaço específico para acolhimento e disponibilizamos psicólogos especializados para este momento.

Agradecimentos
Valdir Ventura – CEO do Grupo São Cristóvão Saúde

Olhando para trás, foram decisões acertadas e a maior lição que levaremos dessa pandemia é que ou lutamos juntos, ou falharemos como indivíduos. A todos os colaboradores e profissionais na área de Saúde, meu profundo respeito e agradecimento. Sairemos mais fortes e preparados dessa situação. Estamos todos lutando pelo bem comum e venceremos juntos.

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